O agronegócio brasileiro está crescendo e se tornando mais profissional, o que aumenta a procura por feiras e eventos mais técnicos. O Grupo MM Eventos, que já atua há mais de 30 anos, viu essa oportunidade e criou uma nova área para atender esse setor. Hoje, 15% do trabalho da empresa vem do agro, e a meta é chegar a 35% nos próximos anos, mostrando como se adaptar às tendências pode ajudar um negócio a crescer.
O agronegócio brasileiro está mudando a forma como usa feiras, eventos corporativos e encontros presenciais. Antes, os estandes serviam apenas para mostrar produtos. Agora, eles se tornaram lugares estratégicos para fazer contatos, demonstrar soluções, fortalecer a marca e gerar negócios.
- Profissionalização do agro: O setor está mais sério e exige eventos mais técnicos e bem planejados.
- Meta de crescimento: O Grupo MM Eventos quer que o agro represente 35% do seu negócio até 2027/2028.
- Eventos como negócio: Feiras não são mais só para mostrar produtos, mas para fechar contratos e fazer contatos.
- Exemplo na Agrishow: A empresa participou da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, mostrando sua capacidade.
- Demanda por parceiros: As marcas do agro buscam empresas que entendam de planejamento, execução e estratégia de negócios.
Por causa disso, o Grupo MM Eventos, uma empresa com mais de 30 anos de mercado, criou novas áreas de atendimento para crescer. Essa decisão acompanha a evolução de um setor que é muito importante para a economia brasileira e que está exigindo projetos cada vez mais técnicos e bem feitos.
A empresa já fez projetos para marcas do agronegócio e agora quer usar essa experiência para atuar de forma mais focada em feiras, eventos corporativos e ações de relacionamento em regiões que são impulsionadas pelo agro.
Segundo Angelita Felicio, representante comercial do Grupo MM Eventos em Ribeirão Preto (SP), o crescimento da empresa no setor acompanha uma mudança clara no comportamento das marcas do agronegócio.
O agro tem uma importância enorme para a economia brasileira, mas também está ficando mais sofisticado na forma como se apresenta ao mercado. As grandes feiras deixaram de ser apenas vitrines de produtos e se tornaram lugares de decisão, relacionamento e construção de marca. Isso muda completamente a forma de pensar um projeto presencial, afirma.
O Grupo MM Eventos espera aumentar a participação do agronegócio em sua carteira de estandes nos próximos anos. Atualmente, os projetos do setor representam cerca de 15% do trabalho da empresa, e a meta é chegar a 35% até 2027/2028, impulsionada pela maior demanda das empresas do agro por experiências presenciais mais eficientes e integradas à estratégia comercial.
Para Ana Medeiros, diretora de Live Marketing do Grupo MM Eventos, o agro passou a ser visto como uma área de alto potencial para a empresa, mas também como um setor que exige conhecimento técnico específico.
Em uma feira agro, o projeto precisa funcionar como uma operação. Muitas vezes lidamos com áreas abertas, grande fluxo de visitantes, equipamentos pesados, mudanças climáticas e prazos de montagem mais complexos. A estética continua importante, mas não pode estar desconectada da funcionalidade, da resistência e da estratégia de negócios do cliente, afirma.
Esse avanço acontece em um momento positivo para o agronegócio brasileiro. Segundo o Ministério da Agricultura, as exportações do setor somaram US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior valor já registrado para os meses de janeiro a março. Esse resultado mostra a importância econômica do agro e ajuda a explicar por que as marcas estão investindo mais em presença institucional, relacionamento comercial e ativação em grandes feiras.
Eventos deixam de ser vitrine e passam a gerar negócios
A profissionalização do agronegócio também mudou o papel dos eventos na estratégia das empresas. Em feiras grandes, os estandes deixaram de ser apenas pontos de exposição e passaram a concentrar reuniões comerciais, demonstrações técnicas, ações de relacionamento, experiências de marca e atendimento a públicos altamente qualificados.
Para Angelita, esse movimento aumenta a demanda por parceiros que saibam unir planejamento, execução técnica e visão estratégica do negócio.
As empresas do agro buscam projetos que aproximem produtores, parceiros, distribuidores e clientes. O espaço precisa comunicar a marca, mas também precisa funcionar bem, receber pessoas, apoiar conversas comerciais e criar oportunidades de relacionamento. Por isso, a escolha de uma agência experiente faz diferença no aproveitamento do investimento, explica.
Segundo a executiva, a complexidade dos projetos também aumenta a necessidade de uma gestão integrada, que inclui planejamento antecipado, fornecedores especializados, materiais adequados, equipes preparadas e capacidade de adaptação às particularidades de cada feira.
Agrishow 2026 reforça movimento de profissionalização
Um exemplo desse trabalho foi a participação do Grupo MM Eventos na Agrishow 2026, realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). Considerada uma das principais feiras de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow reúne empresas nacionais e internacionais de máquinas, insumos, soluções industriais, logística, tecnologia e inovação para o campo.
Nesta edição, um dos destaques foi o projeto desenvolvido para a Prometeon, fabricante de pneus para caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e equipamentos industriais. A marca atua em áreas ligadas à logística, ao transporte e às operações pesadas, que são essenciais para a cadeia do agronegócio. Além da Prometeon, o Grupo MM também esteve presente em ativações das marcas AGCO, Valtra e Fendt.
A presença da Prometeon em eventos do setor mostra como marcas ligadas à infraestrutura e à produtividade do campo estão usando feiras estratégicas para ganhar visibilidade, fortalecer o relacionamento com públicos especializados e consolidar sua posição no mercado.
Para Ana, esse tipo de projeto mostra a diferença entre uma feira tradicional e uma operação voltada ao agronegócio.
No agro, o estande precisa responder a uma jornada muito específica. Ele deve comportar reuniões, circulação intensa, exposição de produtos, atendimento técnico e, muitas vezes, estruturas mais resistentes. Não é apenas um espaço bonito. É uma plataforma de negócios, afirma.
Nova frente estratégica
Com a criação dessa nova área voltada ao agronegócio, o Grupo MM Eventos pretende aumentar sua presença em feiras e projetos corporativos do setor, atendendo empresas que buscam experiências presenciais mais completas e conectadas aos seus objetivos comerciais.
A iniciativa também reflete uma leitura de mercado: à medida que o agro ganha sofisticação em comunicação, marca e relacionamento, cresce a demanda por projetos que consigam traduzir essa evolução em ambientes físicos bem planejados.
Existe uma oportunidade importante para empresas que entendem a complexidade dos eventos agro e conseguem entregar projetos com inteligência, eficiência e segurança. O Grupo MM quer crescer nesse mercado porque enxerga um setor em expansão, com marcas cada vez mais conscientes sobre o papel estratégico da presença física, finaliza Angelita.

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