O programa SP Produz, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, está ajudando produtores de cacau em São José do Rio Preto e região. O projeto investe em inovação, pesquisa e capacitação para aumentar a produção de cacau, que é a matéria-prima do chocolate. A meta é transformar a região em referência na produção paulista, gerando mais empregos e renda.
Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate traz água na boca para a iguaria que começa muito antes da fabricação do doce. Matéria-prima do chocolate, o cacau movimentou cerca de R$ 18 bilhões no Brasil em 2025, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Reconhecida pelo programa SP Produz, a Cadeia Produtiva Local (CPL) do Cacau de São José do Rio Preto amplia a produção regional por meio de investimentos em inovação, capacitação e articulação entre cultivadores de cacau.
- O cacau movimentou cerca de R$ 18 bilhões no Brasil em 2025.
- A CPL do Cacau reúne mais de 70 municípios, com cerca de 300 hectares cultivados.
- 21 empresas da cadeia movimentam aproximadamente R$ 6,2 milhões por ano.
- São gerados cerca de 1,6 mil empregos diretos e indiretos na região.
- A meta é aumentar em 20% a área cultivada até 2027 e capacitar mais de 150 produtores.
A CPL do Cacau reúne mais de 70 municípios, com cerca de 300 hectares cultivados. As 21 empresas que compõem a cadeia movimentam aproximadamente R$ 6,2 milhões por ano, com geração estimada de 1,6 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp), gestora da CPL.
"O reconhecimento foi uma grande conquista. A CPL oficializa o projeto, traz credibilidade e abre muitas oportunidades para os produtores da região, ampliando as possibilidades de fomento e dando segurança para novos produtores do polo", afirma André Luis Seixas, vice-presidente da Acirp.
Contemplada no edital de fomento de 2025, a cadeia fez um projeto voltado ao fortalecimento da produção paulista de cacau. Com as iniciativas, a expectativa da CPL é ampliar em 20% a área cultivada até 2027, capacitar mais de 150 produtores e técnicos, reunir cerca de 700 participantes no evento Cacau Paulista e consolidar, até 2030, São José do Rio Preto como referência estadual na produção de cacau, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade.
"Nossa meta é uma grande expansão da cadeia nos próximos anos. Os primeiros produtores já estão começando a colher os resultados, novos agricultores passaram a acreditar na cultura e quem já plantou agora pensa em ampliar as áreas cultivadas. Ainda é uma atividade muito nova na região, mas estamos quebrando paradigmas e mostrando o potencial econômico do cacau para São Paulo", destaca André.
O investimento do fomento também servirá para a manutenção da Unidade de Adaptação Tecnológica (UAT), a CPL vai até produzir um vídeo institucional trazendo mais credibilidade e visibilidade para cadeia.
"O cacau tem um potencial econômico muito grande para o noroeste paulista porque impulsiona oportunidades muito além da produção agrícola. A expansão da cultura estimula viveiros de mudas, fornecedores de insumos, sistemas de irrigação, agroindústrias, chocolates artesanais e até o turismo rural. A partir da produção de cacau, abre-se um amplo leque de novos negócios para a região", conclui.
Cacau no Vale do Ribeira
O cultivo de cacau também avança na região de Registro, onde produtores vêm ampliando a produção e diversificando a atividade agrícola, reforçando o potencial da cultura como alternativa de geração de renda e desenvolvimento regional no Estado.
Atualmente, a região reúne cerca de 50 produtores de cacau. Com aproximadamente 90 hectares de cultivo, outros 30 hectares em fase de implantação, o crescimento da atividade é resultado de ações de pesquisa, assistência técnica e do Programa Cacau SP, que incentiva a expansão da cultura no território.
A diretora regional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico em Registro, Thaís Queiroz, destaca que as empresas e produtores estão se articulando para criar uma cadeia produtiva local pelo SP Produz. "A organização da cadeia permitirá consolidar o Vale do Ribeira como referência na produção de cacau fino e chocolates de origem, ampliando oportunidades de geração de renda, empregos e agregação de valor para toda a região", explica.
O potencial da região também já vem sendo reconhecido pela qualidade de sua produção. Em 2024, um chocolate 70% com amêndoas provenientes do Banco Ativo de Germoplasma da APTA Regional de Pariquera-Açu conquistou o prêmio da Associação Bean to Bar Brasil, uma das principais premiações nacionais dedicadas aos chocolates produzidos pelo modelo "da amêndoa à barra" (bean to bar), que reconhece a excelência na qualidade do cacau e do chocolate.
Do cacau ao chocolate: qualificação profissional
Muito além do fortalecimento de cadeias produtivas locais por meio do SP Produz, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), oferece qualificação profissional para quem quer trabalhar com chocolate.
No curso presencial de Chocolateria, oferecido regulamente pelo Qualifica SP, os alunos aprendem a preparar alimentos à base do chocolate, aplicar técnicas de manuseio, como derretimento e pesagem, além de entender a rotina de atendimento ao público.
"O chocolate é meu principal ingrediente, minha ferramenta de trabalho. Também me ajudou a fazer minha primeira produção de ovos de Páscoa e, com isso, os meus pedidos cresceram 60%", conta a empreendedora Laura Bezerra, que realizou o curso.
Sobre a SDE
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), pasta do Governo do Estado de São Paulo, exerce papel fundamental para a reindustrialização e atração de investimentos com foco na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Além disso, conta com programas de capacitação profissional, ações de fomento ao empreendedorismo, que incluem linhas de microcrédito do Banco do Povo. Tem como instituições vinculadas a InvestSP, a Desenvolve SP e a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

CPL do noroeste paulista tem mais de 300 hectares de cultivo de cacau




