O pesquisador chinês Zhang Jinlong vai explicar, em um evento em São Paulo, como as mudanças no comércio internacional podem afetar os preços, a tecnologia e a produção rural no Brasil.
A reorganização das cadeias de suprimentos no mundo e as incertezas políticas entre os países estão colocando o abastecimento agrícola no centro dos debates. A China é um país muito importante no fornecimento global de produtos para a agricultura. Por isso, entender como isso afeta a competitividade do agronegócio brasileiro é algo essencial para produtores, indústrias e especialistas.
- A China é o maior exportador mundial de agrotóxicos, fornecendo produtos essenciais para as lavouras brasileiras.
- O pesquisador chinês Zhang Jinlong vai falar sobre o tema no evento Brasil Agrochemshow, que acontece em São Paulo.
- As empresas chinesas estão investindo cada vez mais no Brasil, abrindo filiais e registrando produtos aqui.
- A parceria entre os dois países pode ajudar a reduzir os custos e melhorar a tecnologia usada no campo.
- O evento vai arrecadar alimentos para doação: em 2025, foram doados 14 mil quilos de comida.
Esse será o assunto da palestra "Desafios na cadeia de suprimentos da China", que será apresentada pelo pesquisador Zhang Jinlong durante o 17º Brasil Agrochemshow. O evento acontece nos dias 3 e 4 de agosto, em São Paulo. A China, além de ser o maior importador do mundo, também é a maior exportadora de agrotóxicos. Isso faz com que o país seja essencial para o acesso a produtos químicos, tecnologias e soluções usadas em várias culturas agrícolas brasileiras.
A importância desse cenário fica ainda maior com o aumento das relações comerciais entre os dois países. Dados recentes mostram que o comércio entre Brasil e China está crescendo, com mais investimentos, operações locais mais fortes e novos modelos de cooperação para o agronegócio.
Para Jinlong, a indústria chinesa tem um papel importante para aumentar a competitividade da agricultura mundial. "A indústria de agrotóxicos tem vantagens importantes, como grande escala de produção, variedade de produtos e custos baixos. Isso ajuda os produtores brasileiros a terem acesso a insumos, produtos químicos e soluções tecnológicas mais competitivas", afirma.
Segundo o pesquisador, uma das principais qualidades da indústria chinesa é a integração da sua cadeia produtiva, junto com a capacidade tecnológica e a inovação. "A China criou uma cadeia industrial completa, com engenheiros talentosos e grande capacidade financeira. Essa integração ajuda a garantir mais estabilidade no fornecimento global, especialmente em um momento de crescente demanda e incertezas políticas", destaca.
Tendências para o futuro
Tendências como a redução das cadeias de valor e a criação conjunta de valor entre os mercados devem acelerar nos próximos anos, beneficiando a agricultura brasileira. "Empresas chinesas estão aumentando os investimentos no Brasil, seja registrando produtos aqui, abrindo filiais ou formando equipes no país. Esse movimento fortalece o acesso direto a soluções para problemas como plantas daninhas, pragas e doenças nas lavouras", explica.
Parceria estratégica
Além dos impactos econômicos, a aproximação entre os países também pode trazer ganhos importantes para a cadeia produtiva, reduzindo riscos com câmbio, aumentando a previsibilidade e fortalecendo a oferta de tecnologias para o campo.
Durante o AgrochemShow 2026, a discussão deve focar em uma pergunta cada vez mais importante para o setor: como transformar uma cadeia global sujeita a pressões políticas em uma rede mais eficiente, forte e preparada para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro
Para participar desta e de outras palestras técnicas, é preciso se inscrever. A entrada é feita com doação de cestas básicas, que são doadas para a instituição de caridade Crê-Ser. Em 2025, foram arrecadados 14 mil quilos de alimentos, o equivalente a R$ 250.000 para a ONG.

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