29 de junho de 2026

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Como melhorar o uso do milho na alimentação do gado confinado

Agronegócio Milho 29/06/2026 11:02 Bruno Marson, diretor técnico da Connan Nutrição Animal

O milho é a principal fonte de energia para o gado confinado, mas seu aproveitamento pode ser baixo se não for bem processado. Saiba como ajustar a moagem, a dieta e o manejo para reduzir perdas, evitar doenças e aumentar o lucro da fazenda.

O milho é a principal fonte de energia para o gado confinado. Ele fornece amido, que é facilmente digerido pelos animais e ajuda a ganhar peso mais rápido, melhorar a carne e aumentar o lucro em menos tempo. Mas, para isso, o produtor precisa fazer alguns ajustes no jeito de processar o grão e no manejo da alimentação.

Segundo Bruno Marson, diretor técnico da Connan, o processamento do milho é um dos fatores mais importantes para aproveitar bem o amido. Moagem fina, laminação, floculação ou reidratação são métodos que influenciam diretamente a quantidade de nutrientes que o animal consegue absorver.

  • O milho mal processado faz o animal perder energia nas fezes, aumentando o custo da dieta.
  • Ajustar a moagem melhora a digestão e o ganho de peso do gado.
  • A dieta deve ter equilíbrio entre concentrado e fibra para evitar doenças como a acidose.
  • Grãos muito grossos são mal digeridos; grãos muito finos podem causar problemas metabólicos.
  • A reidratação do milho quebra a proteína que envolve o amido, liberando mais energia.

"Se o grão não é bem processado, parte importante do amido acaba não sendo aproveitada pelo animal e é perdida nas fezes, o que significa desperdício de energia e aumento do custo da dieta. Por isso, o ajuste no processamento promove melhor eficiência biológica e maior ganho de peso", explica Marson.

Outro ponto importante é o equilíbrio nutricional da dieta. A proporção certa entre concentrado e fibra, junto com o uso de aditivos, ajuda a melhorar o ambiente do rúmen e evita problemas metabólicos, como a acidose, que pode atrapalhar o desempenho do rebanho.

Marson destaca algumas estratégias para melhorar o uso do milho: ajustar o tamanho das partículas do grão, escolher o melhor processamento para cada tipo de dieta, monitorar o manejo do cocho e controlar a umidade e a qualidade do alimento armazenado.

No caso da granulometria, é preciso que ela seja bem ajustada. Partículas muito grossas limitam a digestão, enquanto as muito finas podem aumentar o risco de problemas metabólicos. Outra estratégia é a reidratação do milho ou o uso de grão úmido, que quebram a matriz proteica que envolve o amido, aumentando a digestibilidade e o aproveitamento energético.

"É importante lembrar que melhorar os benefícios do milho não significa necessariamente aumentar sua inclusão na dieta, mas sim otimizar sua utilização, refletindo em melhor conversão alimentar e maior ganho médio diário. Assim, processamentos como a floculação ou a moagem adequada aumentam o aproveitamento do amido, favorecendo a ação microbiana e elevando a disponibilidade energética da dieta", exemplifica.

Além de ajustar a dieta, o manejo do cocho é essencial para a estabilidade do rúmen e a eficiência alimentar. A equipe de manejo deve estar sempre atenta ao comportamento dos animais, pois o monitoramento constante permite ajustes imediatos para garantir o melhor aproveitamento dos nutrientes.

"Com a evolução das tecnologias nutricionais e acesso à informação, produtores têm adotado práticas cada vez mais eficientes, tornando o confinamento mais competitivo e sustentável. O uso de estratégias para o melhor aproveitamento do milho garante o bom desempenho dos animais e a rentabilidade do negócio", conclui Marson.