29 de junho de 2026

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Clima frio encarece os alimentos e afeta a produção agrícola

Agronegócio Clima 29/06/2026 09:50 Redação, da CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Um estudo da Neogrid mostra que o frio de maio fez os legumes ficarem 15,1% mais caros, e os alimentos que mais sentem o clima tiveram os maiores aumentos de preço no supermercado.

A chegada do frio muda a época de produção de vários alimentos e faz os preços subirem, principalmente das verduras e legumes, que tiveram os maiores aumentos em maio, pesando no bolso de todo mundo.

De acordo com o estudo 'Variações de Preços: Brasil & Regiões', feito pela Neogrid, o preço dos legumes subiu 15,1% em maio, comparado a abril. O valor médio passou de R$ 6,89 para R$ 7,93, e o aumento foi sentido em todas as regiões do país.

  • Os legumes ficaram 15,1% mais caros só em maio.
  • O preço médio subiu de R$ 6,89 para R$ 7,93.
  • O leite em pó teve alta de 9% e o feijão, de 5%.
  • Os ovos caíram 6,5%, dando um alívio no bolso.
  • Desde dezembro de 2025, os legumes acumulam alta de 44,2%.

Segundo Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, esse aumento está ligado à oferta e ao clima. Ele explica: "As categorias que mais subiram em maio são justamente as que dependem mais do clima. No frio, a produção e o amadurecimento de alguns produtos são mais lentos, o que diminui a quantidade disponível e faz os preços subirem para o consumidor."

Alves completa: "Isso mostra como é importante ter um abastecimento inteligente em épocas de mudanças. Em categorias como frutas e verduras, planejar a reposição com base na previsão de demanda ajuda a evitar a falta de produtos e o desperdício."

Outros aumentos

Entre outros itens analisados, o leite em pó subiu 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão aumentou 5%, e o molho de tomate e a água mineral tiveram altas de 3,3% e 3,5%, respectivamente.

Principais quedas

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos. Os ovos caíram 6,5%, com o preço da unidade indo de R$ 0,97 para R$ 0,90. As massas secas tiveram queda de 3%, e o café em pó e em grãos caiu 2,5%. A carne suína (-1,4%), o açúcar (-1,1%) e o óleo de soja (-0,9%) também ficaram mais em conta, sendo o óleo o único item que caiu em todas as regiões do país.

Pressão acumulada no ano

No acumulado de dezembro de 2025 a maio de 2026, os legumes continuam sendo os que mais subiram, com alta de 44,2%, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93. Depois vêm o feijão (26,5%), o leite UHT (23,9%), a carne bovina (6%) e os ovos (6%).

Alves finaliza: "Vamos continuar de olho no clima, principalmente por causa das previsões do El Niño. Se o fenômeno se confirmar, as mudanças nas chuvas e nas temperaturas podem afetar ainda mais a produção e aumentar os preços de frutas, verduras e laticínios, o que exigirá uma cadeia de consumo mais preparada."