25 de junho de 2026

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Jovens da geração Z estão mudando o jeito de trabalhar no campo

Agronegócio Agro 25/06/2026 08:53 Marcos Salesse, Primeira Página primeirapagina.com.br

O podcast Agro de Primeira MT recebeu Karinna Pinheiro, uma engenheira que trabalha com agricultura digital na Amaggi. Ela contou como os jovens da Geração Z estão chegando ao agronegócio fazendo muitas perguntas, questionando os métodos antigos e ajudando a trazer novas ideias. A conversa mostrou como a tecnologia está sendo usada para organizar informações e ajudar os produtores a tomarem decisões melhores no campo.

O avanço de uma nova geração de profissionais dentro do agronegócio tem provocado mudanças profundas na forma de pensar e trabalhar nas empresas e fazendas. Esse foi o assunto do episódio desta semana do podcast Agro de Primeira MT, que conversou com a engenheira agrônoma Karinna Pinheiro de Oliveira, coordenadora de agricultura digital na Amaggi.

  • A Geração Z é formada por jovens que nasceram entre meados dos anos 1990 e 2010 e são conhecidos por fazer muitas perguntas e questionar tudo.
  • Karinna Pinheiro foi reconhecida pela Forbes como uma jovem que está transformando o agronegócio com novas ideias.
  • Ela trabalha na Amaggi, uma das maiores empresas do setor, e ajuda os produtores a usarem melhor as informações das máquinas e da lavoura.
  • A agricultura digital é a área que organiza os dados coletados no campo para ajudar os agricultores a tomarem decisões mais inteligentes.
  • O futuro do agro depende de unir a experiência dos mais velhos com a vontade de inovar dos mais novos.

O centro do debate é a chegada da Geração Z em posições importantes dentro do setor, o que está gerando discussões sobre inovação e conflitos com as formas tradicionais de trabalho. Karinna, que foi reconhecida pela Forbes como uma das jovens que estão mudando o agronegócio, contou como sua carreira foi construída unindo tecnologia, trabalho no campo e ambientes de escritório.

"A Geração Z parece ser a geração da pergunta. É a geração que sempre questiona o que está sendo feito e o porquê. Isso, para mim, não é negativo. Pelo contrário, é fazendo essas perguntas que a gente consegue inovar. Quando a gente pergunta por que algo é feito de um jeito, a gente abre espaço para melhorar os processos", disse ela durante o programa.

O uso da tecnologia no campo

A engenheira contou que o reconhecimento que recebeu nos últimos anos veio da sua postura no setor e da forma como lida com informações e decisões. Ela disse que o que viveu até agora no agronegócio mostra bem a questão da postura, principalmente da mulher em um ambiente ainda muito técnico.

"A gente tem acesso a muita informação hoje, principalmente na agricultura digital. Mas o diferencial não está em ter dados, e sim em saber o que fazer com eles. Vejo muitos produtores com muita informação, mas com dificuldade de transformar isso em decisão prática", explicou Karinna.

A adaptação dos jovens no setor

Durante a conversa, ela contou que entrar em um ambiente já consolidado exigiu adaptação, mas também abriu espaço para criar novos jeitos de trabalhar na área de agricultura digital. Outro ponto importante foi a agricultura digital como ferramenta para mudar o setor, especialmente na organização de dados e na eficiência do trabalho.

"A agricultura digital vem para organizar e dar sentido a um monte de informações que já existem dentro das fazendas. Hoje, as máquinas já geram dados automaticamente, como consumo de combustível, área trabalhada e desempenho. O desafio não é mais coletar informação, mas interpretar isso de forma estratégica", reforçou.

Ao longo do episódio, a especialista disse que o futuro do agro vai depender cada vez mais da capacidade de unir gerações, juntar experiência prática com inovação tecnológica e formar profissionais que saibam interpretar dados com visão estratégica.

O episódio completo do Agro de Primeira MT já está disponível no YouTube e nas principais plataformas de áudio.