A inteligência artificial, drones e sensores prometem revolucionar o agronegócio, mas especialistas alertam que os resultados dependem de planejamento, capacitação e conhecimento da propriedade. Nem toda novidade tecnológica traz o retorno esperado se não for aplicada de forma estratégica.
Inteligência artificial, drones, sensores, imagens de satélite e agricultura de precisão ocupam cada vez mais espaço nos debates sobre o futuro do agronegócio. Em meio ao avanço dessas tecnologias, cresce também um desafio para os produtores rurais: separar as promessas de mercado dos resultados efetivamente alcançados dentro da porteira.
Embora as novas ferramentas sejam frequentemente apresentadas como soluções capazes de revolucionar a produção agrícola, especialistas alertam que os ganhos de produtividade continuam dependendo de fatores fundamentais, como planejamento, manejo adequado, capacitação técnica e conhecimento das características específicas de cada propriedade.
- A tecnologia por si só não resolve os problemas do campo; é preciso saber usar os dados coletados.
- Cada propriedade rural tem características únicas, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra.
- A falta de internet no campo e os altos custos iniciais ainda atrapalham o uso de ferramentas modernas.
- Muitas máquinas e softwares são subutilizados por falta de treinamento adequado.
- O segredo do sucesso está em aplicar a inovação de forma estratégica, alinhada à realidade local.
O perigo de acreditar em promessas
Para Felipe Vicentini Santi, especialista em agronegócio, o maior equívoco é acreditar que a tecnologia, por si só, seja capaz de resolver os desafios da produção.

Felipe Vicentini Santi


