A Phibro, uma empresa gigante de produtos para animais, vendeu 13% mais itens para porcos, galinhas e peixes no ano passado. Ela está criando vacinas especiais, feitas para cada fazenda, para diminuir o uso de antibióticos e outros remédios.
O jeito de fazer negócios no mercado internacional está mudando, e todo mundo que trabalha com carne de animal precisa se adaptar.
Uma grande preocupação para quem vende carne para fora do Brasil é a possível parada das vendas para a Europa a partir de setembro. Isso porque os europeus estão questionando como o Brasil usa os remédios que combatem germes, como os antibióticos.
- A Europa pode barrar a carne do Brasil por causa do uso de antibióticos nos animais.
- A Phibro está criando vacinas personalizadas para cada fazenda, chamadas de autógenas.
- As vacinas autógenas são feitas sob medida, com os germes da própria propriedade.
- A empresa quer vender mais produtos de prevenção e menos remédios.
- A criação de peixes é a que mais cresce e já representa 4% dos negócios da Phibro.
A Phibro Saúde Animal, que é uma das maiores do mundo em produtos para animais, mostrou durante um evento esta semana que está mudando sua estratégia por causa disso.
O que a Phibro está fazendo de diferente
Bruna Castro, que coordena a área de peixes da empresa, disse ao AgFeed que a empresa está focada em criar soluções que diminuam o uso de antibióticos. Antigamente, o que importava era usar muito remédio. Agora, as pessoas querem produtos mais naturais.
O Brasil não vende peixes para a Europa por causa de outras regras, então não é afetado diretamente. Mas o setor acredita que outros países podem seguir a Europa e também pedir menos remédios nos animais.
A novidade: vacinas feitas sob medida
A grande novidade da Phibro é uma linha de vacinas chamadas de autógenas. Funciona assim: uma equipe vai até a fazenda, coleta amostras dos animais e leva para o laboratório. Lá, eles descobrem qual é a doença que está atacando e criam uma vacina específica para aquele problema.
Bruna explica que as vacinas comuns demoram muito para serem aprovadas. Já essas vacinas autógenas são mais rápidas e podem ser feitas para combater doenças novas.
Elas são feitas com o próprio germe encontrado na fazenda onde a doença apareceu. Essa tecnologia já está sendo usada para peixes e também para porcos.
Resultados e crescimento da empresa
Alberto Inoue, diretor da Phibro, disse que a empresa vendeu 13% mais em 2025 do que no ano anterior. O dinheiro das vacinas autógenas quase triplicou no ano passado.
A criação de peixes é a que mais cresce e a Phibro quer aumentar sua presença nessa área. Antes, a empresa vendia apenas um produto para peixes, que era um remédio. Agora, oferece vários produtos, incluindo as vacinas autógenas e outros que ajudam a prevenir doenças.
A empresa admite que os remédios ainda são metade do que ela vende, mas a ideia é que, no futuro, a maior parte do dinheiro venha da venda de produtos de prevenção, como as vacinas e complementos alimentares.



