O preço da soja no Brasil está subindo em junho porque o país está vendendo muito grão para fora e as fábricas dentro do país também estão comprando bastante. Mesmo com uma colheita enorme, a demanda está tão grande que impede os preços de caírem muito. O Brasil bateu recorde de exportação nos primeiros meses do ano, e a indústria brasileira de processamento de soja também está aquecida, o que ajuda a segurar os valores.
O mercado brasileiro de soja começou junho com muita venda, ajudado pelas exportações fortes e pela procura da indústria brasileira de processamento. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Mesmo com a safra recorde no Brasil e a expectativa de mais soja no mundo, com a colheita na Argentina e o plantio nos Estados Unidos, a demanda está tão forte que impede os preços de caírem muito.
- O Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas de soja em maio, volume 5,1% maior que o mesmo mês do ano passado.
- De janeiro a maio, o país bateu recorde de exportação de soja para o período, mostrando a força do grão brasileiro.
- A indústria brasileira de processamento está comprando muita soja para fazer óleo e farelo, o que ajuda a manter os preços.
- Produtores rurais estão se preparando para o vazio sanitário da soja, uma pausa no plantio para combater uma doença chamada ferrugem asiática.
- Nos Estados Unidos, o plantio da nova safra está adiantado, com 87% da área já semeada, acima da média dos últimos 5 anos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reforçam a demanda pela soja brasileira. Em maio, o país exportou 14,82 milhões de toneladas do grão, volume 11,5% menor que o registrado em abril, mas 5,1% superior ao de maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, os embarques atingem recorde para o período.
Produtores do Brasil se preparam para o vazio sanitário da soja, medida fitossanitária adotada para conter a ferrugem asiática nas lavouras.
Soja no exterior
No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da área prevista até o fim de maio, acima da média histórica de 80% dos últimos cinco anos.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais aponta que a colheita já atinge 91,7% da área cultivada, com estimativa mantida em 50,1 milhões de toneladas.

Demanda aquecida sustenta preços da soja no início de junho. (Foto: Getty Images)



