A colheita do milho safrinha avança no Brasil com 40% da área concluída, impulsionada por clima seco e produtividade acima da média histórica.
A colheita da safrinha de milho 2026 avança em ritmo acelerado no Brasil. De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 40% da área plantada já foi colhida, superando a média dos últimos cinco anos para o período. O clima seco predominante no Centro-Oeste e Sudeste tem favorecido as operações de colheita, enquanto a produtividade média estimada em 5.800 kg por hectare surpreende positivamente os produtores.
O bom desempenho da safrinha, que representa cerca de 75% da produção total de milho no país, reforça as projeções de uma safra recorde de 125 milhões de toneladas do grão em 2026. Mato Grosso, maior produtor nacional, já concluiu mais de 55% da colheita, seguido por Paraná com 38% e Goiás com 42%. A demanda interna aquecida — especialmente para ração animal e produção de etanol — mantém os preços em patamares atrativos para o agricultor.
- Colheita do milho safrinha atinge 40% da área plantada no Brasil
- Produtividade média de 5.800 kg/ha supera expectativas iniciais
- Mato Grosso lidera com 55% da área colhida entre os estados
- Safra total de milho deve alcançar 125 milhões de toneladas
- Demanda por etanol de milho e ração animal sustenta preços
Clima favorável acelera colheita no Centro-Oeste
O tempo seco e estável registrado nas principais regiões produtoras tem sido um aliado importante para os agricultores. Em Mato Grosso, onde a janela de plantio da safrinha começa mais cedo, o avanço da colheita já ultrapassou a metade da área cultivada. No Paraná, as chuvas abaixo da média histórica para o mês de maio permitiram que as colheitadeiras operassem sem interrupções significativas. Apenas em áreas pontuais do sul do país, onde o plantio foi mais tardio, o ritmo é mais lento.
Etanol de milho ganha participação na matriz energética
Outro fator que tem sustentado o mercado do milho é o crescimento acelerado da produção de etanol a partir do grão. O Brasil conta atualmente com 22 usinas flex que processam milho, concentradas principalmente no Centro-Oeste. Em 2026, a produção de etanol de milho deve representar 18% do total de biocombustível produzido no país, ampliando a demanda interna e reduzindo a dependência das exportações para a rentabilidade do produtor.
Desafios logísticos e armazenagem
Apesar do otimismo com a produtividade, o setor enfrenta gargalos na armazenagem. Com a safra recorde, a capacidade estática de armazenamento no Brasil — estimada em 190 milhões de toneladas — será testada ao limite. Em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT) alerta que 30% dos produtores dependem de armazéns terceirizados, muitos já com contratos esgotados para o período de pico da colheita.



