21 de maio de 2026

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Cacau cai 5% em Nova York com mais oferta da África

Agronegócio Cacau 18/05/2026 16:20 Andressa Simão cnnbrasil.com.br

Os preços do cacau caíram forte na bolsa de Nova York por causa da expectativa de que a Costa do Marfim, maior produtor mundial, vai colher mais cacau. Isso fez o valor da tonelada do produto cair mais de 5% em um único dia, chegando a US$ 3.791.

O preço do cacau caiu forte nesta segunda-feira na bolsa de Nova York, por causa da expectativa de que a Costa do Marfim, que é o maior produtor mundial, vai ter uma safra muito grande. O contrato para entrega em julho fechou o dia com queda de 5,27%, valendo US$ 3.791 por tonelada.

Segundo o levantamento da Barchart, os preços ampliaram a queda da semana e chegaram ao menor valor em duas semanas. "Desde que atingiram o maior patamar em quase quatro meses na segunda-feira passada (11), os preços do cacau caíram por causa da expectativa de oferta abundante", informou.

  • Por que o cacau caiu A Costa do Marfim aumentou a previsão de sua safra para 2,2 milhões de toneladas, bem mais do que os 1,8 a 1,9 milhão de toneladas esperados antes.
  • O clima ajudou: As condições climáticas foram favoráveis para a produção de cacau na África, o que animou os produtores e aumentou a oferta.
  • Mais cacau chegando aos portos: Os dados mostram que os produtores da Costa do Marfim enviaram 1,61 milhão de toneladas de cacau para os portos desde outubro, um aumento de 1,9% em relação ao ano passado.
  • Queda de uma semana: O preço do cacau já vinha caindo na semana passada, e a notícia de hoje fez a queda ser ainda maior.
  • Impacto no chocolate: Com mais cacau no mercado, o preço do chocolate pode ficar mais barato no futuro, se a tendência de queda continuar.

Na última quinta-feira (14), a Costa do Marfim aumentou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.

O Barchart ainda reportou que os dados acumulados até hoje, provenientes da Costa do Marfim, mostram que os produtores enviaram 1,61 milhão de toneladas de cacau para os portos no atual ano comercial (de 1º de outubro de 2025 a 17 de maio de 2026), um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Açúcar

O preço do açúcar também caiu, depois que a Organização Internacional do Açúcar (ISO) previu uma safra recorde para a temporada de 2025/26. O contrato futuro fechou com queda de 0,47%, a US$ 14,73 por libra-peso.

A ISO prevê uma produção global de açúcar recorde de 182 milhões de toneladas em 2025/26, um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior. O mercado também acompanha os possíveis impactos do El Niño na safra de cana-de-açúcar na Tailândia e na Índia.

Café

Os preços futuros do café também caíram em Nova York, com o contrato para julho registrando queda de 1,01% e fechando a US$ 2,642 por libra-peso. Os preços seguem em queda por causa da expectativa de uma boa safra no Brasil. A Academia de Comércio de Café projetou que a safra brasileira de café de 2026/27 vai aumentar 12% em relação ao ano anterior, para 71,4 milhões de sacas.

Suco de Laranja e Algodão

Os preços do suco de laranja também caíram, com o contrato para julho fechando com baixa de 2,52% e valendo US$ 1.603,00 por tonelada. Já o algodão subiu, com o contrato para julho fechando com alta de 3,83% e valendo US$ 83,70 por libra-peso. O Barchart destacou que os fundos de investimento aumentaram suas apostas na alta do algodão.