Anec avalia que, depois de um ano com resultados inéditos, exportações da leguminosa enfrentarão cenário mais incerto
A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) avalia que, depois de um ano com resultados inéditos, as exportações de soja deverão enfrentar um cenário mais incerto em 2026. A entidade projeta um volume total de 78,9 milhões de toneladas, 14,4% abaixo do recorde de 92,2 milhões de toneladas previsto para 2025.
Os desafios para o próximo ano estão relacionados à expectativa de uma safra menor no Brasil, além da competição com os Estados Unidos, que devem colher uma safra maior. A queda nos preços internacionais também pode impactar as exportações brasileiras.
Apesar dos desafios, a Anec acredita que o Brasil continuará sendo um importante exportador de soja, respondendo por uma parcela significativa do mercado global. A China, principal destino da soja brasileira, deverá manter sua demanda aquecida, mas a guerra comercial com os Estados Unidos pode gerar mudanças nos fluxos comerciais.
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul também pode trazer impactos para as exportações de soja, facilitando o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu.



